Friday, 13 June 2014



Não há espaço para dúvida, é amor.
Sincero, infinito, inquestionável.
É o que resta em mim depois de tudo retirado.
É muito volume, som e fúria.

Então calo pequenos silêncios
e componho coisas indizíveis.
Rabiscos de alma,
Rascunhos de dor.
(2012)





Wednesday, 21 May 2014

Melancolia

Divago triste e só,
Debalde, procurando a paz e a calma.
Sem alegria,
Só me resta melancolia e desventura d'alma!

Nada afugenta a dor que me infesta.
Nem mesmo o panorama que se espalma,
Os montes e os pássaros em festa,
E minha tristeza não acalma!

A alegria dos campos não me abrange,
Ando sem rumo, sem planos,
Fugindo desta dor que me constrange!

Corro montes, ao som dos ventos,
Deixando pelos bosques meus lamentos,
Que ecoam, soluçando...

Raimundo Lyrio Brant


Saturday, 19 April 2014

Sunday, 30 March 2014

Que o medo do escuro
não me impeça de adentrar
o interior da alma humana.
Tampouco de admirar 
o resplendor do céu noturno.

Thursday, 26 December 2013

 Que todo mundo 

se sinta 

completo

Pra gente poder 

começar a

transbordar. (2008)


Tuesday, 24 December 2013

Eternas flores de plástico!
Mal sabem elas, 

que bonito mesmo é a rosa que espera a morte no jardim! (2013)





Tuesday, 23 July 2013

Como capoeira.
Ligeira.
Levei da vida.
Rasteira.

A boemia.
A poesia.
A alegria.
Tudo e mais.
Ele levou.

Não tem mais samba.
Não tem mais Rio.
A vida é lama.
Não mais dezembro.
Tampouco abril.

A chuva de março.
Fechou o meu verão.
Entre outonos e invernos,
Acompanha-me tristeza, melancolia e desilusão.