Thursday, 26 December 2013

 Que todo mundo 

se sinta 

completo

Pra gente poder 

começar a

transbordar. (2008)


Tuesday, 24 December 2013

Eternas flores de plástico!
Mal sabem elas, 

que bonito mesmo é a rosa que espera a morte no jardim! (2013)





Tuesday, 23 July 2013

Como capoeira.
Ligeira.
Levei da vida.
Rasteira.

A boemia.
A poesia.
A alegria.
Tudo e mais.
Ele levou.

Não tem mais samba.
Não tem mais Rio.
A vida é lama.
Não mais dezembro.
Tampouco abril.

A chuva de março.
Fechou o meu verão.
Entre outonos e invernos,
Acompanha-me tristeza, melancolia e desilusão. 

Trancoso.

Em constante sinfonia ouço cantigas de cigarra
Minh'alma inunda-se de entusiasmo
O corpo livre toca o vento
E a vida se acostuma à lírica melodia.


(2004)

Thursday, 18 July 2013

Liz, a flor.

O Sol sorriu pra mim.
Cessaram-se as chuvas, a primavera chegou.
Não era Lyrio, mas era flor.
Flor de otimismo.
Flor de amor.
Flor de amar.
Mãe, flor! (2000)

Thursday, 11 July 2013

Infância.


Duma amarga e dolorosa caminhada
Meu consolo é o pensar nos instantes
Da meninice venturosa e distante
Em que eu era uma flor afortunada.

Todo o passado vejo amiúde
Vagarosamente refletido no espelho
As ilusões, quimeras e esperanças.
Daqueles dias que não voltam mais.

São retalhos esparsos de ideias.
São farrapos confusos de lembranças.
São recordações vagas, mas ternas
Guardadas no coração de uma criança. 

(2007)

Saturday, 6 July 2013

Só.

Ela
A flor
O banco da praça
e o vento que passa

... e o tempo passa. 
(2014)
 

Thursday, 4 July 2013

Pássaro.


Passinho, passinho
Sem se inquietar com o caminho
Nada mais confuso que se apressar
E chegar aonde nunca se ansiou.

Cabe à alma a missão
De prevenir o coração
Que o tempo dança como cisnes
E vale a pena assistir ao espetáculo.

Passinho, passinho
Como melodia a ser composta
Somos levados na bossa
Para onde deveríamos estar.

Passinho, passinho,
Como passo de passarinho
Um de cada vez.
Chega-se lá, chega-se cá, a qualquer lugar!

(26-10-12)

Wednesday, 3 July 2013

Silêncio Matutino

Na Aurora envergonhada passo.
Passo, na Aurora mutilada,
Sentindo nos olhos o orvalho desesperado.
Ultima lágrima que a madrugada chorou.

As mariposas se esconderam nos gemidos do amor.
Minha alma em frangalhos, beijou e acariciou,
A quietude beata das flores que nasciam,
Enquanto feneciam os sonhos.

A badalada do sino
Mexeu com o meu coração
 E a dúvida de Deus
 Chegou mais uma vez.

Outra vez,
misturei meu corpo ao orvalho da Aurora,
 Envergonhada.



Raimundo Lyrio Brant


Tuesday, 2 July 2013

É espaço indefinido,
É caminho transversal.
Querendo ser moderno, torna-se obsoleto,
O voo é um pedido de todo pássaro preso.
Da poesia recinto, dos desprovidos sede.
Anseio aos sortidos.
Livre da penumbra,
As sombras almejam ousadia.
Chaplin, Meireles, o soberano e Andrade.
Querer universal,
Desejo: liberdade.

(04-07-2013)


Monday, 1 July 2013

Versinho.

Entre a emoção e a razão
Lembre-se de ser feliz

Dispensa o coração
Desventura e agonia.


A tristeza só é boa
Em samba e poesia
(2001)


Sunday, 30 June 2013

Casa.

Parti em busca da felicidade
E tendo várias vias percorrido
Voltei já fatigado e estarrecid0
Ante tanta mentira e falsidade.


Volto cansado, já desiludido
Trazendo com humildade
Resquícios de uma alma
Triste e ferida.

Hoje volto arrependid0
Da procura inefável pela verdade
Venho só, penitente e comovid0
Implorar lhes mais amor e bondade.

Raimundo Lyrio Brant

Sunday, 9 June 2013

Geraldo.

Que o medo da chuva
Não te impeça de ver o sol se por.

E mesmo que o metrô linha 743 não aparece
Ou que o trem das 7 se atrase
Você não perca a vontade de seguir.

Alimente, diariamente, o maluco beleza que existe em você.
Ele merece viver!

A - GITA a vida, não perca o amor por um triz.
E que de todos os clichês você não desista de ser e de fazer alguém feliz.

(Junho-2013)

Thursday, 23 May 2013

Ao Mestre, com carinho.

O mundo gira, giro o mundo, gira-mundo
Sobre a cabeça de um desbravador
Em um dançar de um filho de Raimundo.

O branco que vestes, a barba que cresce
O azul dos olhos que ilumina o andar de uma menina
Conhecido de desconhecidos, e deles pai
E deles mais que mestre.

O mundo gira, o mundo é uma roda
A roda gira, e  brinca
É leve, simples, arte e música.

Berimbau ecoa, o corpo energiza
E brinca... E gira...
E o mundo de ponta cabeça
Para quem não resiste ao sorriso de uma criança.



Este é um agradecimento por preservar a arte e cultura.
Este é um agradecimento por ter uma filha maravilhosa.

 Pedro H. Leles.