Tuesday, 23 July 2013

Como capoeira.
Ligeira.
Levei da vida.
Rasteira.

A boemia.
A poesia.
A alegria.
Tudo e mais.
Ele levou.

Não tem mais samba.
Não tem mais Rio.
A vida é lama.
Não mais dezembro.
Tampouco abril.

A chuva de março.
Fechou o meu verão.
Entre outonos e invernos,
Acompanha-me tristeza, melancolia e desilusão. 

Trancoso.

Em constante sinfonia ouço cantigas de cigarra
Minh'alma inunda-se de entusiasmo
O corpo livre toca o vento
E a vida se acostuma à lírica melodia.


(2004)

Thursday, 18 July 2013

Liz, a flor.

O Sol sorriu pra mim.
Cessaram-se as chuvas, a primavera chegou.
Não era Lyrio, mas era flor.
Flor de otimismo.
Flor de amor.
Flor de amar.
Mãe, flor! (2000)

Thursday, 11 July 2013

Infância.


Duma amarga e dolorosa caminhada
Meu consolo é o pensar nos instantes
Da meninice venturosa e distante
Em que eu era uma flor afortunada.

Todo o passado vejo amiúde
Vagarosamente refletido no espelho
As ilusões, quimeras e esperanças.
Daqueles dias que não voltam mais.

São retalhos esparsos de ideias.
São farrapos confusos de lembranças.
São recordações vagas, mas ternas
Guardadas no coração de uma criança. 

(2007)

Saturday, 6 July 2013

Só.

Ela
A flor
O banco da praça
e o vento que passa

... e o tempo passa. 
(2014)
 

Thursday, 4 July 2013

Pássaro.


Passinho, passinho
Sem se inquietar com o caminho
Nada mais confuso que se apressar
E chegar aonde nunca se ansiou.

Cabe à alma a missão
De prevenir o coração
Que o tempo dança como cisnes
E vale a pena assistir ao espetáculo.

Passinho, passinho
Como melodia a ser composta
Somos levados na bossa
Para onde deveríamos estar.

Passinho, passinho,
Como passo de passarinho
Um de cada vez.
Chega-se lá, chega-se cá, a qualquer lugar!

(26-10-12)

Wednesday, 3 July 2013

Silêncio Matutino

Na Aurora envergonhada passo.
Passo, na Aurora mutilada,
Sentindo nos olhos o orvalho desesperado.
Ultima lágrima que a madrugada chorou.

As mariposas se esconderam nos gemidos do amor.
Minha alma em frangalhos, beijou e acariciou,
A quietude beata das flores que nasciam,
Enquanto feneciam os sonhos.

A badalada do sino
Mexeu com o meu coração
 E a dúvida de Deus
 Chegou mais uma vez.

Outra vez,
misturei meu corpo ao orvalho da Aurora,
 Envergonhada.



Raimundo Lyrio Brant


Tuesday, 2 July 2013

É espaço indefinido,
É caminho transversal.
Querendo ser moderno, torna-se obsoleto,
O voo é um pedido de todo pássaro preso.
Da poesia recinto, dos desprovidos sede.
Anseio aos sortidos.
Livre da penumbra,
As sombras almejam ousadia.
Chaplin, Meireles, o soberano e Andrade.
Querer universal,
Desejo: liberdade.

(04-07-2013)


Monday, 1 July 2013

Versinho.

Entre a emoção e a razão
Lembre-se de ser feliz

Dispensa o coração
Desventura e agonia.


A tristeza só é boa
Em samba e poesia
(2001)